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13 de mar de 2010

GÊNIO INDOMÁVEL

"Não sabes de perda, porque ela só ocorre quando se ama algo mais que a si próprio."

"Ela peidava dormindo e às vezes ela se acordava. Coisas maravilhosas e boas como esta: é disso que sinto mais falta. As pequenas idiossincrasias que só eu conhecia. Era o que a fazia minha mulher. Ela conhecia todos os meus pecadilhos. Chamam isto de imperfeição. Mas não. São as coisas boas."

"Nós escolhemos quem deixamos entrar nas nossas vidas."

"A questão é se vocês são perfeitos um para o outro. Este é o segredo. Isto é intimidade. Você pode saber muita coisa mas só vai descobrir tentando.”


do filme: Gênio Indomável - Good Will Hunting

Um desejo? Um cofre? Uma chave?

Para cativar é preciso surpreender com coisas que são aparentemente banais: uma flor roubada, um bilhete inesperado, um abraço caloroso, qualquer gesto de partilha. O quebrar rotinas. Dançar sem pressa por instantes num momento e num lugar qualquer. O tocar cúmplice na perna por debaixo da mesa. O olhar? De ternura. O de desejo? O sinal de tempo de preparo.
O corpo de ambos? Sacrário conectado com o próprio interior. As rugas? Marcas de história. Alisar almas. Tanto que o mundo exige de juventude e beleza!

As alegrias mesmo pequenas compartilhar para vibrar em uníssono.

A proteção. O observar e cuidar do outro. Dar confiança. Dificuldades? Os desafios! O aprendizado comum. A segurança que só o amor legítimo é capaz.

Um homem não tem que ser fortaleza o tempo inteiro. Nem a mulher. Viver humanidades para ser útil um ao outro.

A sensação de pertença? Não o exagero, porque viver o tempo todo dentro do outro é adoecedor. Mas o respeito à necessidade singular de território. O espaço afetivo e o físico. Não é simples, mas possível.

Os amigos? A partilha. A vida em comunidade. O apoio quando a solidão ocorrer.

Caráter e ética? Justiça nos julgamentos. A verdade no perdão.
Não magoar propositadamente, cobranças são dolorosas. Falar, explicar, exercitar a paciência, acolher. A complacência com os demais.

O toque? A mão na testa febril. O copo de água na hora da sede. O pão. As mãos dadas ao caminhar pelas calçadas. A mão na coxa. A mão na bunda. A mão na vida.

O olhar futuros? O seguir na mesma direção. Nos momentos de desespero? A escuta, o apoio e a fé para recomeçar.

Para amar, é preciso conhecer valores e defeitos, primeiro em si depois no outro. E estar inteiro dentro da própria casinha, primeiro.

E brincar. Muito. Rir das trapalhadas cotidianas, dos tropeços, das falas insanas.

Os limites respeitados. A franqueza. O diálogo. A voz. A empatia. A alteridade. A comunhão. O colo. Masculino também.

Muita coisa? Para ter a chave de alguém, é preciso sair também de si.