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2 de set de 2011

DOS DESEJOS

Quero aquele olhar além da espiada!
Ser digital muito além do polegar
de mão silenciosa a aguardar fuzilamento?
Gritar com a concha das mãos!


Brincadeira com hora certa de acabar?
Voar de calças curtas? Cuidar
para não chorar coqueluche de arquibancada.
Para não arrancar o sorriso da face.

Não cabe despedir-se da infância! Tão bom que é?
E não há respostas a perguntas não feitas.
Porque tudo pode ser poção mágica.
Fôlego contido.

Não jogar a pré-saudade fora.
Ela pode ser cozida em fogo lento?


A vida brinca com a vida
como se não conhecesse a morte.


Transformação impondo migração?
A luz está onde a linguagem se estrutura.

Marilice Costi - julho 2011

* Este poema foi criado após a leitura do livro de poesia: A linha do cerol. As metáforas estão lá. Autor: João Scortecci.

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