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27 de dez de 2013

Pequeno Mundo


Chega a noite e o frio e a saudade e a distância e a impotência e o desejo e a espera e a saudade e o abraço e a saudade e o beijo e a saudade e a tua pele e a saudade e a presença e a saudade e o tempo e a saudade e a velocidade e a saudade e a música e a saudade e o olhar e a saudade e as tuas mãos e a saudade e o diálogo e a saudade e a memória e a saudade e o café da manhã e a saudade e a mesa arrumada e a espera e que roupa vou vestir e a saudade e a aurora e a saudade e você e a saudade e um poema e a saudade e a esperança e a saudade e a vida e a saudade e a areia e a saudade e o cabelo a crescer e a saudade e a tua insônia e a saudade e muito trabalho e a saudade e viajar através da luz e a saudade e um sentir tão lindo e a saudade e a partilha e a saudade e o frio e a espera do nascer de um novo dia. As marés. Os compassos. Os versos. As rimas escondidas. As metáforas. A compreensão. A energia. A tua luz. O meu medo. A tua limpidez. A minha insegurança. A nossa linguagem. A raridade. O encontro. A descoberta. O susto. A paz. A companhia. A presença. A distância. A sinfonia. A liberdade. O silêncio. A saúde. A ansiedade. O respeito. A harmonia. A fé. O futuro. O desconhecido. A ternura. O preparo. Os lençóis. O abraço. O acolhimento. As incertezas. A vida. O poema tem fim? O fecho. De ouro. A única coisa certa? Os erros. O perdão. A aceitação. Os desejos de acerto. O fio. As linhas. As conexões. A orquestra. O maestro. A partitura. A maestrina. A tessitura. O alinhamento. O ressurgimento. O enquadramento. A porta aberta. A chegada. A sofreguidão. O beijo. O beijo. O beijo. Um mar. O amar.
Marilice Costi - 2012

Um comentário:

dilamar santos disse...

Muito lindo! Aliás como tudo que você escreve.