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12 de out de 2014

LER É PODER!


Os livros são espelhos:neles só se ver o que possuímos dentro.
Cada vez que um livro troca de mãos,
cada vez que alguém passa os olhos sob suas páginas,
seu espírito cresce e a pessoa se fortalece.
(Carlos Ruiz Zafón - escritor espanhol)
Quem considera que os livros são como amigos tem noção de como a escrita pode modificar os homens.  Amigos são capazes de nos fazer mudar de opinião.

Não foi à toa que os livros foram escondidos ou queimados nos períodos ditatoriais, destruídos quando a Igreja exercia poder paralelo aos impérios. E a destruição de tantos livros durante o Terceiro Reich?

Ler amplia a consciência, abre portas, possibilita transgressão, o rompimento de paradigmas. Os livros tornam as pessoas mais humanas, porque elas se reconhecem nos outros, desenvolvem a empatia, pois os sentimentos são universais.

Eles exercitam a capacidade de análise e a compreensão da vida. Fazem encontrar caminhos. Esclarecem. Auxiliam nas decisões.

Quem tem conhecimento tem poder.


Marilice Costi - 12 de outubro de 2014
(aguarde um novo encontro comigo em um novo livro!)

5 de abr de 2014

TATUAGEM - poema de Marilice Costi

nas lembranças de margens encantadas
um banco de acolher almas - um rio
beijo-saudade a compor estuário
é memória de mãos, mente febril

todo mar em curtas horas - é maré
ventos e nimbos, mas tantas estrelas
um caro preparo de um belo tempo

no encurtamento pleno de palavras,
há alegria, o desejo: o estar ali
no tênue aconchego de águas-vivas
se enlaçam apenas carne? todo um mar?

há leitura de páginas ainda virgens
num vir-a-ser prazer em outras mil
noites, histórias ao amor Sultão
no tempo standby, dela, Sherazade

são prenhes de espera - sempre há criança!
as histórias contadas ao ouvido
feliz, no desempacotar carinhos
as pipas, os ceróis, sabiás e pombas 

há pós-entrega a comporem papeis 

em cruz, cada um na luz dos caminhos
na certa que reencarnam sido e feito
os múltiplos em um, o tanto enquanto
em piccolo momento, molto e altri

fênix ao ser piccola mulher é
universo contido e sem cortinas
com ele, leão - vida-enciclopédia

Que pena, há pena? a prensa, a impressora,
o movimento é histórico veloz

na mesa, está pronta a pena molhada?
o corpo aguarda registro de vida?

sabedoria é perpetuar 
corpos eleitos - possível entrega.

Marilice Costi é autora dos livros de poesia: Mulher Ponto Inicial, Clichês Domésticos, Ressurgimento (Prêmio Açorianos 2006) e muitos outros poemas. Ministra Oficinas de poesia desde 1995.

Oficina - Escrita Perceptiva: Lugar de encontrar

Como coisas simples são capazes de nos fazer descobrir coisas nossas!
Descubra a importância da palavra em nosso contexto de vida.
Como desenvolver a empatia através da escrita e aprender a valorizar a poesia em si e nos outros.
Descubra a comunicação que inicia com a mãe e se desenvolve do seio materno até a escrita.
A escrita terapêutica. A importância da Literatura: poesia, crônica, conto.
A contação de histórias: como ela desenvolve nosso raciocínio e  criatividade.
___________________________________________________________________________
PÚBLICO ALVO - Arteterapeutas, terapeutas, assistentes sociais, pedagogas, psicopedagogas, profissionais que buscam autoconhecimento através da escrita, estudantes de áreas afins.
PROGRAMA
Módulo 1
ü  Autoconhecimento através da escrita.
Desbloqueio da escrita e criatividade.
ü  A literatura (poesia, crônica e conto),
recursos artísticos e sua relação com a escrita terapêutica.
Módulo 2
ü  Leitura e construção textual.
ü  Técnicas arteterapêuticas com a escrita.
ü  Os cuidados arteterapêuticos com o processo criativo da escrita.
 
CRONOGRAMA MÊS
TURMAS
duas possibilidades
TURMAS
Módulo 1 - julho
A - Início em 03/07 - término 14/08
nas quintas-feiras
das 18h às 21h30
 
 
TURMA A
 Quintas-feiras
Das 18h30 às 21h
 
TURMA B
Sábados
Das 9h30 às 12h  e
Das 14h30 às 17h
 
Haverá comunicação pela internet,
programa a combinar.
 
B - Início em 05/07 -
término 19/07
aos sábados
Das 9h30 às 12hs (manhã)
Das 13h30 às 17h (tarde)
 Módulo 2 - agosto ou setembro
 a combinar
Marilice Costi - Especialista em Arteterapia, Mestre em Arquitetura, escritora, docente, oficineira, consultora e pesquisadora, especialista em saúde na SES. Artista plástica capista, acompanha depoimentos na revista O CUIDADOR, onde é a editora-chefe e coordenadora editorial. Organiza e edita livros, faz projetos gráficos e copydesk.  Ministra cursos e palestras com foco no cuidado, quebra de paradigmas, empatia, percepção, arteterapia, singularidade, literatura e desbloqueio do processo criativo. Trabalha com estímulo a processos criativos. Desde 1995, utiliza técnicas de desbloqueio da escrita nas suas oficinas de literatura ou arteterapia. Muitos artigos publicados em Congressos e livros. Autora de: Gatilho nas palavras (ficção), 2012; Tempos Frágeis (contos)2009, Como controlar os lobos? proteção para nossos filhos com problemas mentais(depoimento/psicologia)2002, A influência da luz e da cor em corredores e salas de espera hospitalares (arquitetura), 2000; Poesia: Mulher ponto inicial (1985) e Clichês domésticos (1994). Ressurgimento (Prêmio Açorianos - Poesia 2006).  Membro da Academia Literária Feminina do RS (ALFRS) e da Associação de Arteterapia do Rio Grande do Sul (AATERGS), inscr. nº 072/2008.
 
LOCAL DAS AULAS - Rua Santana, 666 / 504 - Bairro Farroupilha - Porto Alegre/RS. Fácil acesso de ônibus (próximo à Ipiranga) e lotação (Santana). Local com ar-condicionado. Possibilidade de estacionamento em garagem paga ou estacionamento na rua próximo ao prédio.
CERTIFICAÇÃO - Alunos com frequência acima de 75% recebem certificado. Este também poderá ser utilizado para comprovação acadêmica de horas complementares (para estudantes).
Carga Horária Total: 50h/aula
INVESTIMENTO -  Mód.1 ou 2: matr. R$ 270,00 + 1 x Cr$280,00 - Módulo 1 e 2: R$ 540,00 - 
 À vista e inscrições até 30/06  c/desconto. (aceita-se parcelamento no cartão de crédito sem desconto).
INSCRIÇÕES: SANAARTE - Tel.: (51) 3028.7667 - à tarde - 96542097
E-mail: apoio@ocuidador.com.br – vagas reduzidas

2 de fev de 2014

Jornalista Shirley M. Cavalcante (SMC) entrevista escritora Marilice Costi – Porto Alegre/RS

MARILICE COSTI é Especialista em Arteterapia, Mestre em Arquitetura, é também escritora, arquiteta e urbanista, docente, oficineira, consultora e pesquisadora. Artista plástica, editora-chefe e capista da revista O CUIDADOR, trabalhou sempre com estímulo a processos criativos. Desde 1995, utiliza técnicas de desbloqueio da escrita nas oficinas de poesia, prosa ou texto técnico, com o suporte de recursos artísticos. Autora de diversos artigos publicados em Congressos e dos seguintes livros: Gatilho nas palavras (romance); Como controlar os lobos? proteção para nossos filhos com problemas mentais; A influência da luz e da cor em corredores e salas de espera hospitalares; Poesia: Clichês domésticos, Mulher ponto inicial, Ressurgimento (Prêmio Açorianos - Poesia 2006), Tempos Frágeis (contos - 2009).
 
“Mas é um gatilho, eles atiram as palavras e elas, as palavras, matam.
Elas podem conter trinitroglicerina. Por isso, cuidado com elas!”
(in: Gatilho nas palavras)
 
SMC - Escritora Marilice Costi, é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos como surgiu seu gosto por trabalhos literários?

Marilice Costi - Escrevo desde menina. Iniciei com poesias. Tive excelentes professores de Português e Literatura. Li muito. Quando na Faculdade de Arquitetura, um professor me estimulou a enviar um de meus textos para um Concurso de Contos e tirei o primeiro lugar. Daí em diante foi continuar, fiz oficinas de escrita criativa... e segui.

 
SMC - Fale-nos sobre o seu romance “Gatilho nas palavras”? Como foi a escolha do Titulo? Em que perfil você se inspira para a construção dos personagens desta obra?

Marilice Costi - A escolha saiu naturalmente. Duas pessoas na internet tentando se comunicar e amar. Ela mais que ele. A dificuldade no relacionamento foi porque havia uma patologia, algo que é difícil de perceber à distância, mas que ao escrever percebi melhor. Esse texto pode auxiliar as pessoas, porque o seduzir e o afastar são típicos de doença mental, de homens que não se entregam para uma relação amorosa. Na internet também existem relacionamentos complicados. Além disso, ao escrever um texto, nós nos projetamos nele com nossos sentimentos e sensações. A mulher no livro também se enrola, querendo que o amor dê certo. Ele é uma pessoa que acredita em Darwin, argumenta tudo, desejando a poligamia. São muitas coisas que tornam a relação num gatilho, eles atiram palavras pela internet e elas, as palavras, podem matar. Elas podem conter trinitroglicerina. Por isso, cuidado com elas!

 
SMC - Marilice, conte-nos sobre o seu livro “Como controlar os lobos? proteção para nossos filhos com problemas mentais”, que tema você aborda?

Marilice Costi - O tema é a família que segue ao redor de um filho com deficiência mental/intelectual. Relata de modo literário como é difícil cuidar e como a família está desamparada. Questiona o sistema de saúde público e o sistema privado, o cuidado inadequado aos familiares e a vulnerabilidade dessas pessoas deficientes, quando utilizadas também para tráfico de drogas. Estou escrevendo a continuação desse livro e outro para cuidar de mães, as que são mais abandonadas (pelos maridos, pelos filhos, pelos amigos... pelos vizinhos, pela sociedade). Escrevi o livro como num jato, em três horas, após trocar o voo do meu avião numa viagem que fiz ao Rio de Janeiro.
 

SMC - De forma geral que mensagem você quer transmitir através de seus textos literários?

Marilice Costi - A humanidade está presente em todos os meus livros. Procuro escrever com o coração e sou sempre motivada por situações que me tocaram, sejam as minhas, como é o caso de Como controlar os lobos? , sejam as de outras pessoas com os demais livros – o de contos e o romance. A vida é complexa e as relações afetivas são importantes em qualquer momento, sejam elas de amor, de amizade ou de sofrimento. A vida é composta das duas, por isso sempre saio de um momento depressivo para o outro, a alegria, como é o caso de “Mulher Ponto Inicial” e “Ressurgimento”. Ganhei o Prêmio Açorianos 2006. Essa poesia foi largada em dois momentos apenas, foram dois dias, um poema cada dia, por necessidade minha. Tratei da dor da perda e do renascer, das trevas e da aurora num fluxo único, depois foi apenas trabalhar em trechos, que podem ser lidos individualmente, mas eles são um todo, uma continuidade. Tem a ver com minha história com uma calopsita, que morreu cheia de feridas, e que foi minha companheira de mesa de trabalho durante meses no meu mestrado.

 
SMC - Onde podemos comprar os seus livros?

Marilice Costi - Através do site www.ocuidador.com.br eles podem ser encontrados. Basta solicitar ali, onde também estão releases e opinião de leitores.
 
 
SMC -Quais os seus principais objetivos como escritora?
 
Marilice Costi - Escrevo porque é vital em mim, escrever é necessário e trabalho muito para deixar um livro pronto. Não estou preocupada com o mercado, estou preocupada em registrar minha aldeia. Gatilho nas palavras levou dois anos com muita revisão. Não mudaria uma vírgula.
Tempos Frágeis, contos, relata histórias desde a década de 70. Mostro ali a vulnerabilidade humana em períodos bem diferentes, com suspense ou tensão, o que é fundamental num conto. São temas e dores humanas que me tocaram profundamente.
 

SMC - Você, hoje ministra cursos, oficinas e palestras, que temas você aborda em seu trabalho?

Marilice Costi - Abordo e estimulo a criatividade especialmente. Considero a criatividade e a escrita coisas da alma e temos que ter delicadeza no trato com quem se expressa com a escrita. Tanto o escritor como o aluno, que é quem começa, são pessoas especiais e singulares. Não dá para tratá-los igualmente, é preciso que se descubram em suas diferenças. Aqui é que está a riqueza humana. Já cuidei com Arteterapia de muitas pessoas devido a bloqueios ocasionados em situações de aprendizagem em oficinas. Eu mesma sofri muito com algumas delas. Mas passei por cima e aprendi como não fazer. Considero a escrita algo que vem das profundezas da alma, tem a ver com nossa mãe, o início de nossa comunicação, a nossa linguagem lá no olhar e na voz. Respeito e cuidado com o texto do outro é fundamental! Além disso, a Literatura registra o espírito da sociedade. É preciso valorizar esse caminho permanente que ela tem e o quanto é importante na vida das pessoas.

 
SMC - Quem desejar contratá-la como deve fazer?
 
Marilice Costi – Por e-mail ou por telefone. Os contatos estão em nossos sites.

 
SMC - Conte-nos sobre seu trabalho com a Revista O CUIDADOR, quais os principais objetivos, quem pode participar?

 Marilice Costi - A revista O Cuidador é meu projeto de vida, um modo de cuidar coletivo, de levar a sabedoria do cuidado a todos os cantos, de registrar o valor do cuidador e informar cuidadores, que somos todos nós, e dar-lhe suporte para que possam cuidar de alguém.  Qualquer pessoa pode participar do projeto desde que seu texto esteja no foco do cuidado e autocuidado. Não importa a graduação, aliás, sempre procuramos dar “voz a quem não tem voz”.  Temos um conselho editorial que é muito sensível à expressividade das pessoas. A revista é de construção de vida, de registro da sabedoria do cuidado na coletividade. Já são 5anos e então fizemos uma edição comemorativa, quando me dei conta que foram mais de 200 pessoas que colaboraram com amor e deram o seu melhor. Mais informações podem ser encontradas em nosso site – O Projeto, assim como informações para adquiri-la parcelada ou à vista.

 
SMC - Quais as melhorias que você citaria para o mercado literário no Brasil?

Marilice Costi - O Mercado é muito complexo e oscila muito. O leitor é bombardeado por grandes editoras e também por muita coisa que não possui trabalho literário. Perdeu muito de sua capacidade crítica devido às escolas. O leitor raramente aposta em novo escritor. Busca sempre os nomes tradicionais no mercado. O bom é que existem projetos importantes como os que levam o autor em sala de aula. É preciso estimular a leitura, construir mais bibliotecas e aproximar o escritor dos leitores nas escolas. São ações fundamentais, que são de ação pública, de decisão política. O Governo em todas as instâncias tem um papel importante.

 
SMC - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista, agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor, muito bom conhecer melhor a escritora Marilice Costi. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Marilice Costi - Que escrevam sempre que puderem para registrar sentimentos e percepções. Escrever clareia os pensamentos, desenvolve o raciocínio lógico, causa alívio. E que leiam bons livros. Nossa saúde mental está muito dependente nesse movimento da leitura e da escrita. A humanidade está nessa possibilidade: a de nos reconhecermos na literatura do outro e na nossa.

 
Site e blog para contato com a escritora.
www.sanaarte.com.br
www.ocuidador.com.br
www.marilicecosti.blogspot.com
Porto Alegre/RS – e-mail: editora@ocuidador.com.br

Participe do projeto Divulga Escritor
https://www.facebook.com/DivulgaEscritor

 

14 de jan de 2014

Constatações de luta e luto

encontros raros
amassos nunca amenos
a palavra enriquecida vertigem
o ontem vivo
 
amor Saturno
corpo a mover-se no anel
escondida imagem
de um carpim esquecido
as lembranças na gaveta
o poema, a surpresa, uma foto
a memória num aniversário

e depois o medo do batom na gola
o beijo no portão e o vazio
permanentes

saudade não sem registro
 
no ar que não mais se mistura
o despreparo em total preparo
foi barro - já submetido sexo
que não ganhou o melhor - a polidez

sem mais picada entre virtuais videiras plenas
o enorme carinho perdeu o abraço
uso dele - alegria dela
o desejo de gol, a bandeirada
o fim de uma longa espera

um amor que removeria montanhas
um voo feromônios
no sabor, foi fruta madura
 
eram demônios?
os anjos queriam tanto colher um par!
foi sonho incomum de palavra tanta
agora inútil
 
o amor envelhecido à força e às pressas
sem lastro aos dormentes
sem força pra vingar

a pobreza na coragem de ser
possibilidade
mesmo na dor
o cuidado e o acolhimento
o nada, que pena!
morre sepultado vivo
sem mais querer luto nem luta
nem saudade
 
Marilice Costi

ESCRITA PERCEPTIVA: LUGAR DE ENCONTRAR - últimos dias de inscrição

Oficina de Escrita Terapêutica com Marilice Costi
 



De 25 de janeiro a 22 de março de 2014


 Como coisas simples são capazes de nos fazer descobrir coisas nossas!
 Descubra a importância da palavra em nosso contexto de vida.
Como desenvolver a empatia através da escrita e aprender a valorizar a poesia em si e nos outros.
Descubra a comunicação que inicia com a mãe e se desenvolve do seio materno até a escrita.
A escrita terapêutica. A importância da Literatura: poesia, crônica, conto.
A contação de histórias e como ela desenvolve nosso raciocínio e a criatividade.

PÚBLICO ALVO
Arteterapeutas, terapeutas, assistentes sociais, pedagogas, psicopedagogas, profissionais que buscam autoconhecimento através da escrita, estudantes de áreas afins.


 
PROGRAMA


ü  Autoconhecimento através da escrita.
 
ü  Desbloqueio da escrita e criatividade.


ü  A literatura (poesia, crônica e conto), recursos artísticos e sua relação com a escrita terapêutica.


ü  Leitura e construção textual.


ü  Técnicas arteterapêuticas com a escrita.


ü  Os cuidados arteterapêuticos com o processo criativo da escrita.


 
CRONOGRAMA


MÊS
DIAS
HORÁRIOS / TURNOS
Janeiro
25
Das 9h30s às 12hs (manhã)
Das 14hs às 16h30 (tarde)
Fevereiro
01, 08 (ou 7), 15 
Março
08, 15 e 22
Havendo possibilidade do grupo,
o sábado (manhã e tarde) poderá ser trocado para  sexta à noite e sábado pela manhã.
 
 
FACILITADORA
Marilice Costi

Especialista em Arteterapia, Mestre em Arquitetura, escritora, docente, oficineira, consultora e pesquisadora, especialista em saúde na SES. É Artista plástica, responsável pelo acompanhamento dos depoimentos na revista O CUIDADOR, onde é a editora-chefe, coordenadora editorial e capista.
Trabalhou sempre com estímulo a processos criativos. Desde 1995, utiliza técnicas de desbloqueio da escrita nas oficinas de poesia, prosa ou texto técnico, com o suporte de recursos artísticos.

Autora de diversos artigos publicados em Congressos e dos seguintes livros: Gatilho nas palavras (romance) – SCORTECCI, 2012; Tempos Frágeis (contos) - MOVIMENTO, 2009. Como controlar os lobos? proteção para nossos filhos com problemas mentais(depoimento/psicologia) – AGE, 2002; A influência da luz e da cor em corredores e salas de espera hospitalares (arquitetura) – EDIPUCRS, 2000; Poesia: Mulher ponto inicial (1985) e Clichês domésticos (1994), Ressurgimento (Prêmio Açorianos - Poesia 2006).
É membro da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul (ALFRS) e da Associação de Arteterapia do Rio Grande do Sul (AATERGS) – inscr. nº 072/2008.
Organiza e edita livros, faz projetos gráficos e copydesk.  Ministra cursos e palestras com foco no cuidado, quebra de paradigmas, percepção, arteterapia, singularidade, literatura e desbloqueio do processo criativo.


 LOCAL DAS AULAS


Rua Santana, 666 / CJ 504 - Bairro Farroupilha –Porto Alegre/RS.
Fácil acesso de ônibus (próximo à Ipiranga) e lotação (Santana).
Local com ar-condicionado.    
Possibilidade de estacionamento em garagem paga ou estacionamento na rua próximo ao prédio.


 
 CERTIFICAÇÃO


Os alunos com frequência acima de 75% receberão o certificado do Curso. Este também poderá ser utilizado para comprovação acadêmica de horas complementares (para estudantes).


 
 INVESTIMENTO:


Matrícula de R$ 300,00 (em cheque ou dinheiro) + 2 parcelas de R$ 330,00 no cartão de crédito.
À vista: 6% desconto.
 
 

INSCRIÇÕES:
SANA ARTE
Tel.: (51) 3028.7667 - somente à tarde.
E-mail: apoio@ocuidador.com.br

Memórias de Marilice: HISTÓRIAS DE MINHA MÃE


Mãe, o que vou fazer agora? Era muito comum lhe pedir após fazer meus temas escolares. Minha mãe sempre queria que eu dormisse após o almoço, porque, além de ser a hora do silêncio para a sesta de 30 minutos de meu pai, eu, hiperativa, lhe exigia muito e a cansava. Ela sempre criava algo ou me dava alguma tarefa que a auxiliava em seu trabalho de cuidar do lar. No entanto, dormir após o almoço era ter suas histórias e tê-la só para mim, pois seu colo era dividido sempre entre muitos netos e eu. A maioria das histórias, eu não ouvia o final, pois pegava no sono. Elas eram repletas de animais. O casamento dos ratinhos é o que mais lembro. O ratinho Lalau se apaixonou por Marieta e depois de namorarem, casou-se com ela, a mais inteligente e educada de todas as ratinhas do bairro. No dia do casamento, ele vestiu casaca e possuía uma flor na lapela. Marieta estava com um vestido branco de babadinhos, laços de fita, buquês de rosas biscuit (as que tínhamos em nosso jardim) e sapatinhos delicados forrados de cetim. A grinalda e o buquê exalavam perfumes e todos se encantaram quando ela passou pelo corredor da igreja na direção do altar, onde o futuro "maridinho" a esperava. Mamãe descrevia o padre, a roupa, o sacramento e cada um dos convidados com seus presentes. Após a cerimônia, havia festa com todos os animais da floresta, que teriam vindo especialmente para o casório. E ela encantava descrevendo cada um, pois naquele dia ninguém brigava com ninguém. Todos cantaram e dançaram até o amanhecer, quando os noivos então embarcaram em um navio a vapor para a lua de mel no Rio de Janeiro. E eu, aqui, talvez já tivesse adormecido.

Tenho certeza que meu prazer pela contação de histórias e pelos contos de fadas vêm dessas tardes, quando ela, sempre dividida entre tantas pessoas e coisas, era só minha naquela enorme cama acolhedora, onde ela me cedia o seu lugar, nunca o do papai. Eram os momentos em que ninguém me tirava do seu colo.