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2 de fev de 2016

Mãe natureza em fúria


                          
Direitos de imagem: Marilice Costi

Frágeis à destruição dos ventos
Parte de tantos
Parte de mim no tempo de ser forte
Parte de mim com tantas histórias
Sombras, oxigênio, conversas,
carinhos, leituras, abraços,
borboletas, abelhas e ninhos

Hoje, raízes expostas
aguardam cadafalso
     em terra revolvida, cenário de guerra

Não mais nesta sombra
minha Porto Alegre,
crianças brincavam
animais se abrigavam
pessoas compartilhavam seus dias

Essas árvores decepadas me atiram a dor
e o descuido com o que nos é coletivo

um último estertor
nas veias da minha cidade
hoje encadeadas nas praças e calçadas
em nossos parques pedindo socorro

Seres de insubstituível amor
são lágrimas em rosário
nos meus olhos de impotente olhar.

Aqui e lá uma bougainvillea
joga sua cor em meio ao estertor dos verdes
Resiliência, Mãe?


Marilice Costi -Temporal jan/2016


Direitos Autorais de imagem: Marilice Costi

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