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2 de mar de 2011

MINHA TERRA NAS ENTRANHAS

Desenrodilhados?
não andamos mais
nas mesmas águas

Fios sobrepõem opostos
complexo desmodulado
tecido de afeto ao destecer dores

Não sou mais capaz de viver
movimento que desconstrói
tempo sem metas
porta que não abre-se em frestas
leveza que não acende o caminho
corpos que não incendeiam
e nem se aninham

Luzeiro, facho, candela
estrela sem lúmen
não vivo sem

Um laço de esperança
em linhas a sair do enquadre
na base que me sustenta
a palavra e o papel



Buenos Aires, 16/11/2007
Congresso Sul-Americano de Arteterapia

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