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15 de mar de 2015

Desmemórias de MC: Apanhados mentais semanais

Há miados pela madrugada, brigas de animais em cio, e também muita conversas atrás das cortinas.


É preciso provar antes de julgar. Acusar sem provas é crime. Mentira tem pernas curtas. Uma mentira dita muitas vezes se torna verdade? Clichês.  

Prometeu? Cumpra! No sul, o fio do bigode ainda existe? O que digo, se escreve. E vale um contrato. Mesmo assim, é preciso anotar. Garantir a memória futura.

Digo não ao ódio e ao desrespeito. Cuidado com as decisões. Falar é arriscado, escrever é mais ainda. 

Estamos em um novo ciclo. Sim, de muitos ajustes em todas as áreas. Não viverei para tudo, mas tudo que é gradual se estabelece melhor e valem mais do que feito aos choques. Os ciclos assuntam, os ciclos renovam.




Ver o diferente incomoda os olhos e chama a atenção até que nos acostumemos. Ver agressão todos os dias, acomoda, diminui a empatia. A imagem que nos cansa, nos acomoda, É preciso dosar o que se vê. Se enjoar, questione a causa do enjoo e não o fato visto. A empatia, que nos move no cuidado ao outro, é fundamental no ser humano e destruí-la através da mídia é um dos maiores crimes da humanidade. 

Doa a quem doer, acertar na matemática é uma obra de arte. 1 +1= 2.  Roubar é crime. Fraudar é crime. Corromper é crime. Sejam eles gatos vermelhos, azuis, pardos, amarelos, verdes, rosas, brancos e pretos. Roubar não é uma característica pública, é de caráter. 



13 de mar de 2015

Memórias de Marilice: DO CRIAR, DA SUSTENTABILIDADE E DO CUIDADO

Quando menina, eu dizia que não queria ser parecida com minha mãe. E arrematava: Deus me livre! Ela dizia, Mari, veja isso, veja aquilo. E eu a observava rapidamente antes de correr para brincar.
Eu não queria, no futuro, fazer como ela dia e noite. Medir, marcar, cortar, alinhavar, dar um ponto aqui outro lá, desmanchar, refazer. O reaproveitamento das coisas feito com dedicação e empenho. Gostava de se realizar com a peça terminada. Me parecia tempo demais naquela saleta de costura onde ela transformava uma roupa velha de um adulto em algo inovador para um neto.

E também que eu não conseguiria cuidar de pessoas com deficiência. Porque choraria o tempo todo, o que ocorreria ao vê-los desfilar nas passeatas de 7 de setembro. Não sabia o que fazer com a minha empatia. Diferentemente do que vivi este ano: o Carnaval da inclusão da APAE, 50 anos depois.

Eu nem desconfiava que ela, através de suas ações na saleta de costura e fora dos muros da nossa casa, estava a me ensinar o valor do trabalho, da vida, a sustentabilidade, a capacidade de criar. Tudo que faço agora insanamente em meu trabalho textual e no cuidado, tanto com o meio ambiente quanto com as pessoas.

Tudo o que aprendi ao vê-la está dentro de mim. Também trabalho demais como ela tendo prazer com as tarefas encerradas.

Vão-se os amores, ficam as dores e o seu exemplo. Ah, as dores da saudade, minha querida mãe Alice Sana Costi.


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